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Literatura | A águia que não queria voar - James Aggrey

27/02/2012

A águia que não queria voar
James Aggrey - Ilustrações: Wolf Erlbruch

Um homem foi pegar um pássaro na floresta e voltou com um filhote de águia. Abrigou o filhote em seu galinheiro, na companhia de galinhas, patos e perus. E alimentou o filhote com a mesma ração que dava às galinhas.

Cinco anos depois, esse homem recebeu a visita de um naturalista, - um dedicado estudioso da natureza.  Ele logo observou a águia entre as galinhas e o homem lhe disse que o havia criado como uma galinha e portanto a águia agora era uma galinha. E isso apesar de suas asas abertas terem três metros de comprimento. Ao que respondeu o naturalista:- Não é não - discordou o naturalista. - Ela continua sendo uma águia, porque seu coração é de águia. Por isso, um dia ela vai ganhar o céu e voar bem alto.

O homem discordou: - Não, não - replicou o homem. - Ela se transformou numa galinha de verdade. Nunca mais vai voar. E os dois juntos resolveram fazer um teste. O naturalista pegou a ave e disse as palavras mágicas: Tu és águia. Teu lugar é no céu, e não na terra. Abre as asas e voa! Só que o homem não contava com a: insistência do naturalista. No dia seguinte ele repetiu a frase: - Águia que és águia. Abre tuas asas e voa!

No outro dia o naturalista resolveu levar a águia para fora da cidade, afastando-se das casas em direção às montanhas. O Sol nascia naquele momento, dourando o topo dos montes. E cada pico rebrilhava na alegria de uma manhã deslumbrante. O naturalista ergueu a águia e disse-lhe: - Águia, tu és águia. Teu lugar é no céu, e não aqui na terra. Abre as asas e voa! A águia olhou em torno e estremeceu, como se uma nova vida a invadisse, mas não voou.

Então o naturalista a fez encarar o sol de frente. Majestosa, a ave abriu suas enormes asas de repente e, grasnando como uma águia, alçou voo. Subia cada vez mais alto. Ela nunca mais voltou. Fim. No final do livro conta-se que esse autor foi um missionário e pedagogo nascido em 1875 em uma cidade de Gana, chamada Anomabu. Portanto é uma história sobre o ser diferente, um ser que ainda não sabe de sua missão na vida ou de seus dotes até que um dia encontra alguém que o enxerga como ele realmente é. Bárbaro.

Todo processo terapêutico é isso também. Assim como algumas pessoas que encontramos na vida e que tem a sensibilidade de iluminar nossos dons adormecidos. Isso aí!

Por Ana Lúcia Brandão



 
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